Da boca pra dentro

Tua árvore (35 semanas)

Filho, durante esses nove meses todas as relações que nos envolve se transformaram. Nossos laços de família foram todos ressignificados. Os vínculos, (re)firmados. Gestar você foi ver nascer outras formas de amar de onde já havia tanto amor. A primeira dessas transformações foi no seu pai. Com a racionalidade de quem não precisa de muito tempo para absorver o que acontece, ele se transformou. Foi tão lindo quanto forte assistir. Como um farol a me guiar. Os olhos dele, voltados pra gente, se encheu de ainda mais amor do que parecia caber. Ele foi o primeiro a entender a grandeza da sua vinda para a nossa vida. Vi meu marido se transformar em, também, pai do meu filho. E então, aos poucos, enquanto te gerava, fomos vendo outras transformações que você gerou. Nossas avós sendo bisavós. Nossos pais virando avós. Nossos irmãos virando tios. Minha irmã virando sua tia, e se revirando de tanto amor que virou madrinha. Tios nossos, tios avós seus. Nossos amigos, em parentes também. E assim, sua árvore genealógica surgiu a partir de uma semente linda de amor que germinou, ramificou e nos transformou irreversivelmente. Eu, meu filho… Eu virei mãe então! A sua mãe. E essa já tem sido minha melhor função nessa vida.

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